Parada á porta do prédio,começo a tomar noção da perfeita estupidez que fui fazer, ao levar o Jack para casa dos meus pais. As patas das cadeiras de madeira, ali mesmo á mão (ou ao dente) para serem ruidas, os "biblôts"da minha mãe (que eu odeio), mesmo ao nível do rabo do Jack, que quando se abana mais se assemelha a uma turbina, do que propriamente a um rabo.
Abro a porta do prédio, e cá vamos nós............Não, não vamos. Ele começa a puxar-me para trás com uma força louca,parece até que tem "tracção ás 4 patas". Passo 15 minutos a tentar convencer o meu cão a entrar no prédio, enquanto rezo para que não passe por ali ninguém para ver aquela figura. De repente, ele decide entrar....yyeessss!!!! Com o rabo entre as pernas, as orelhas baixas e sempre encostado á parede e ao meu lado, lá vai subindo andar a andar.....desde que eu não fale,porque se eu falar,.ele decide parar. Chegamos ao 3º direito,abro a porta e a besta entra que nem louca, vai para a cozinha, põe as patas no colo do meu pai tentando lambe-lo,mas felizmente não consegue,ao contrario da minha mãe....coitada,levou um banho de saliva para nunca mais esquecer.
Chegamos era já noite, ao que optei por montar o barraco do animal, que é como quem diz, a cama e a secção onde poderia comer........e claro,tirar da cozinha tudo o que ele poderia estragar durante a noite,só para prevenir.
Fui com ele até ás traseiras depois de jantar, para que a pobre criatura de pudesse aliviar e esticar as patas....escusado será dizer que voltar a casa foi mais um filme de 20 minutos,pois recusava-se a entrar no prédio...outra vez.
Depois percebi que tenho um cão (apesar do corpo e do tamanho), que é um maricas. O Jack não queria entrar no prédio porque, tinha medo do escuro, quando eu começava a falar fazia eco e ele desorientava-se, e porque (isto já sabia) tem vertigens....daí subir as escadas sempre encostado á parede....
Vai ser um fim-de-semana de quatro dias um pouco difícil.
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