segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Viagem em duas rodas

 Estreei-me  este fim de semana no mundo dos insectos, qu é como quem diz no mundo das Vespas.
 Quais Vespas??? Estas Vespas...

O meu respectivo namorado,adquiriu um "animal" destes à cerca de um ano, e eu tenho-me aproveitado da situação para pôr os cabelos ao vento. (E confesso que apesar da minha onda serem os chamados "motões" de alta velocidade, tenho aprendido a apreciar este bicharoco...quem sabe um dia não me vêem passar por vocês em cima de uma coisinha destas?). Continuando... Este sábado passado, encontrava-se agendado um convívio entre amantes de Vespas na bela cidade da Figueira da Foz, ao que aqui a Patrícia, feliz e contente aceita o convite do namorado, para ir também.
Passei uns belos dias a ter pensamentos espectaculares,como; "que bom....beira-mar,praia,um sol maravilhoso...ao almoço nada melhor que um peixinho grelhado,uma espetada de lulas...aaaahhhh,vai ser tão bom". Pois bem, saímos de Abrantes por volta das 8.30 da manha, o nevoeiro a esta hora era horrível (e o frio,para quem tinha acabado de sair do quentinho dos lençóis de flanela, estava no mesmo patamar). Claro que era normal o nevoeiro com que nos deparamos,dada a hora,por isso mantive o animo e pensava que com o passar das horas e o aproximar do mar, o tempo mudaria consideravelmente. ERRADO...  Ao chegar ao Entroncamento, aquela chuvinha "molho tolos" (como se diz na minha terra) começou a atirar-se para cima de nós que era uma coisa louca. Então decidimos parar daí a poucos quilómetros para pelo menos vestirmos as calças dos impermiaveis. Ao que o meu namorado diz "é melhor vestirmos já os casacos também, não vá começar a chover a serio"....e pronto,foi neste momento que as minhas esperanças de um dia agradável de sol, se desmoronaram.
Seguimos viajem, aquela chuvinha chata ía engrossando e caindo com mais intensidade.
Em Ourém decidimos parar um bocadinho, só para esticar as pernas e as costas...foi aí que realmente me dei conta do quanto chuvia. Enfiamo-nos debaixo das varandas de um prédio enquanto esticávamos todos os músculos e ossos possíveis e imaginários. Desta paragem de 3 a 5 minutos,resultaram duas fotografias...


Na primeira consegue-se perceber as belas condições climatéricas com que nos deparamos. E na segunda, a imagem patética de que éramos portadores. Com um ar ridículo,mas bem dispostos.
A próxima paragem foi em Leiria, onde nos iríamos encontrar com mais alguns "vespeiros" para seguirmos até à Figueira da Foz. No entanto um dos casais desistiu das 2 rodas, passando para o dobro,as 4 rodas por causa da chuva. 
Já na Figueira da Foz, foi momento de apresentações e saudações. Um grupo de amigos ja havia chegado ao ponto de encontro.

 Não nos demoramos demasiado.
 Cerca de 15 minutos de conversa,e voltamos todos para os bancos dos animais voadores em direcção ao restaurante, em cortejo fazendo com que todos os que se passeavam a pé, parassem para olhar para o desfile.
Chegados ao restaurante,todos pararam as suas pequenas motas e tiraram os capacetes com aquele sorriso de quem adora e sente a Vespa como parte de si.

E ali estavam elas....paradinhas outra vez, rodeadas pelos seus proprietários que trocavam conversas sobre mecânica,escapes,pinturas e por aí fora.

A cambada decide (depois do cigarrinho e dos 2 dedos de conversa) entrar no restaurante. Já estava tudo com uma "larica"...
Ao entrarmos na sala que nos estava reservada tivemos a melhor surpresa de sempre...uma enorme lareira com lenha a crepitar, e aquela temperatura que por todos era desejada.
Escusado será dizer que quase houve streptease...Entre luvas,botas,lenços e casacos colocados milimétricamente em frente á fonte de calor para secar, houve quem trouxesse consigo uma muda de roupa extra. O resto, não digo!
Preparadissimos para começarmos a comer (e eu ainda a pensar no peixe grelhado e por aí fora), percebemos que um dos colegas tinha ficado sem mota,esta tinha avariado. Não é preciso dizer que foi o alvo de gozo dos restantes colegas...o que na verdade não o incomodou muito,já que ele era o primeiro a gozar com a situação.
O almoço começa a ser servido, e eu fico apática a olhar para o meu prato. Era obvio que a refeição já havia sido combinada,como é que isso não me passou pela cabeça???? Uma manhã inteira a pensar que á beira-mar iria comer algo....da beira-mar (passo a repetição) e heis senão quando no prato de sopa, não foi servida Sopa de Peixe,mas sim Sopa da Pedra...e o segundo prato, em vez de qualquer tipo de peixe,vai de Grelhada Mista.
Barriga cheia,tão cheia que quase tive que empurrar o café para o conseguir beber.
Nota-se que o rapaz a quem a mota tinha avariado não se encontrava na sala. Bem, provavelmente está ao telefone. A cambada começa a juntar-se para ir fumar o cigarrinho á rua. Ao sair eu não consigo conter a gargalhada, e atrás de mim vai mais 1 ou 2 pessoas. Heis o meu espanto quando em cima de um reboque, em vez de ver uma Vespa...vejo uma BMW 1200. Só podiam tar a brincar. Então no meio de tanta mota pequena, algumas delas velhas e restauradas...o que vai avariar é logo a BMW?????
Foi definitivamente o momento alto...e o motivo de todas as piadas no fórum da malta "Vespeira"!!!!!


Voltar para casa foi dificil. Não só porque aqules momentos sabiam bem e tinhamos vontade (todos) de ficar mais um pouco,mas tambem porque a saida da Figueira da Foz já se fez perto das 5 horas da tarde,ou seja de noite. Fazer o percurso inverso de noite e com um nevoeiro tão fechado de não conseguiamos ver um palmo á frente da Vespa...não foi nada fácil. Em determinado ponto do trjaecto a visibilidade era nula...chegamos mesmo a pensar (ainda por cima numa zona de curvas) em sair da mota e leva-la á mão,a velocidade seria maior,acreditem.


Ah,caso haja duvidas, os 300 kms feitos, foram todos em estradas nacionais.

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